SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
- pascomdiocesepropr
- 4 de jan.
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Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, a festa da manifestação de Jesus ao mundo. Se no Natal contemplamos o Deus que se faz pequeno e próximo, na Epifania celebramos o Deus que se deixa encontrar por todos os povos, representados na figura dos Magos. Cristo não vem apenas para alguns, mas para todos; não pertence a um povo somente, mas é luz para as nações.
A Primeira Leitura, do profeta Isaías (Is 60,1-6), é um grande anúncio de esperança: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz.” Depois da escuridão, surge a claridade; depois do medo, a esperança. A luz que brilha sobre Jerusalém não é apenas para ela, mas atrai as nações e os reis. Ouro e incenso são trazidos como sinais de adoração. Essa profecia se cumpre em Cristo, a verdadeira luz que dissipa toda treva e atrai a humanidade para Deus.
O Salmo 71 (72) reforça essa imagem: o Messias é o Rei justo, diante do qual “todos os reis hão de prostrar-se”. Ele governa com justiça, defende os pobres e liberta os oprimidos. A Epifania nos recorda que seguir Cristo é também assumir seu modo de reinar: com serviço, misericórdia e compromisso com os mais frágeis.
Na Segunda Leitura, São Paulo nos fala do grande mistério revelado: os pagãos são coerdeiros, membros do mesmo corpo e participantes da mesma promessa em Cristo (Ef 3,2-6). A salvação não é privilégio de poucos, mas dom oferecido a todos. A Igreja existe para anunciar esse mistério, para ser sinal de comunhão e não de exclusão.
O Evangelho (Mt 2,1-12) nos apresenta a belíssima cena da visita dos Magos. Homens estrangeiros, movidos pela busca sincera da verdade, deixam suas terras e seguem uma estrela. Eles não tinham a Lei nem os Profetas, mas tinham um coração aberto. Encontram o Menino, prostram-se e o adoram, oferecendo ouro, incenso e mirra: reconhecem nele o Rei, o Deus e o homem que daria a vida por nós.
Ao contrário dos Magos, Herodes, embora estivesse perto, não reconhece o Salvador. A Epifania nos interpela: podemos estar próximos das coisas de Deus e, ainda assim, não nos deixar iluminar por Ele. Os Magos ensinam que quem busca com sinceridade encontra; quem se põe a caminho é conduzido por Deus.
Após o encontro com Jesus, o Evangelho diz que eles retornaram por outro caminho. Quem encontra Cristo não volta igual. A verdadeira Epifania acontece quando permitimos que a luz de Jesus transforme nossas escolhas, nossos caminhos e nossa vida.



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