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São Brás de Sebaste - Bispo, mártir e protetor da garganta

  • Foto do escritor: pascomdiocesepropr
    pascomdiocesepropr
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura


Origens e crise interior

São Brás viveu no século III e exerceu a profissão de médico. Reconhecido por sua competência e dedicação, prestava grande serviço à sociedade. No entanto, apesar do sucesso profissional, enfrentava uma profunda crise existencial, pois não se sentia plenamente realizado.

Encontro com Deus e conversão

Em meio a essa inquietação interior, São Brás buscou a Deus e teve uma forte experiência espiritual. Não se sabe ao certo se já era batizado ou se recebeu o Batismo nesse período, mas é certo que sua vida passou por uma profunda transformação. Sua fé em Jesus Cristo passou a orientar também sua prática profissional, tornando-se instrumento de evangelização e testemunho de santidade.

Vida de oração, penitência e retiro

Em uma nova etapa de discernimento, São Brás compreendeu a necessidade de se retirar para uma vida mais intensa de oração e penitência. Estabeleceu-se no Monte Argeu, onde viveu em profunda comunhão com Deus, intercedendo pela Igreja e pelas pessoas, para que encontrassem a verdadeira felicidade que ele próprio descobrira em Cristo.

Chamado ao sacerdócio e episcopado

Com a morte do bispo de Sebaste, na Armênia — sua terra natal —, o povo foi ao seu encontro e pediu que assumisse a missão de pastor. Mesmo vivendo na renúncia e no recolhimento, São Brás aceitou, por obediência, ser ordenado sacerdote e depois bispo. Como sucessor dos apóstolos, destacou-se como homem de oração, coragem e zelo pastoral, cuidando integralmente do povo de Deus e evangelizando sobretudo pelo exemplo.

Protetor da garganta e outros padroeirados

A tradição relata que, a caminho do martírio, São Brás realizou o milagre que o tornaria conhecido como protetor da garganta: ao orar por uma criança que estava morrendo engasgada com uma espinha de peixe, obteve de Deus a sua cura. Por isso, é também invocado como padroeiro dos operários da construção, pedreiros, escultores, veterinários, garotos e trabalhadores manuais.

Perseguição e martírio

São Brás viveu durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador Licínio, no Oriente, por motivos políticos e religiosos. Desejando agradar ao imperador, o prefeito de Sebaste ordenou sua prisão no Monte Argeu, onde o santo mantinha sua vida episcopal. Preso, São Brás sofreu ameaças e torturas para renunciar à fé, mas permaneceu fiel a Cristo e à Igreja. Em 316, selou seu testemunho com o martírio, sendo degolado.

Culto e devoção

A fama de santidade de São Brás espalhou-se rapidamente, e seu culto se difundiu por diversas partes do mundo. No dia 3 de fevereiro, a Igreja recorda de modo especial o milagre da garganta, celebrando um rito próprio no qual o sacerdote abençoa os fiéis com duas velas cruzadas diante da garganta.

Oração

“Senhor Jesus, em tempos de sofrimento e perseguição, dai-nos, pela intercessão de São Brás, a graça de permanecermos firmes na fé. Cura-nos de todos os males do corpo e da alma, especialmente das enfermidades da garganta, e fortalece-nos no seguimento fiel a Ti. Amém.”

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