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Biografia
Nascido em Matinha (MA), em 14 de dezembro de 1972, Dom George Luís Amaral Muniz é formado em Teologia pela Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana, em Porto Alegre, e em Psicologia pelo Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA). Tem mestrado em Teologia Patrística e História da Teologia, pelo Istituto Patristico Augustinianum, da Universidade Gregoriana de Roma, na Itália.
Foi ordenado presbítero em 22 de dezembro de 2001, em Matinha (MA). Em sua experiência pastoral exerceu as funções de paróco e vigário em diversas paróquias entre 2001 e 2005. Foi reitor do Seminário São Bonifácio, em São Luís (MA), de 2005 a 2007; Pároco da Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Viana (MA), de 2013 a 2019; Coordenador do Clero, de 2020 a 2024.
Até 2025 exerceu na Diocese de Viana as funções de Ecônomo Diocesano (desde 2023); Vigário Geral da diocese de Viana (desde 2025); pároco da Paróquia São José, em Penalva (MA), desde 2019; Assistente Diocesano dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão – MESC (desde 2022) e Professor Ordinário de Patrística no IESMA, em São Luís (MA) desde 2014.

No dia 13 de outubro de 2025, Dom George Muniz foi nomeado Bispo da Diocese de Propriá, passando a ser o quinto pastor a conduzir esta Igreja Particular.
O anúncio de sua nomeação ocorreu em 25 de outubro de 2025.
Na ocasião, Dom Evaldo Carvalho, seu bispo, entregou-lhe as primeiras insígnias episcopais — o solideu e a cruz peitoral —, símbolos da missão e do ministério que lhe foram confiados pela Igreja.
Em 22 de dezembro de 2025, sob a imposição das mãos de Dom Evaldo de Carvalho dos Santos, C.M, Bispo de Viana, e os bispo Dom Ivanildo Oliveira Almeida e Dom Sebastião Lima Duarte foi ordenado Episcopo para a Igreja, um dia que ficou marcado na vida de Dom George.
No dia 17 de janeiro de 2026, Dom George tomou posse na Catedral Diocesana de Propriá, recebendo o báculo e o trono episcopal do Arcebispo Metropolitano de Aracaju Dom Josafá de Menezes.
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Brasão Episcopal
PARTE SUPERIOR
01. Escudo – O escudo do brasão de Dom George Muniz tem um sentido todo especial em forma de sino. Quando criança, ao ouvir o toque do sino, ele se dirigia imediatamente à Igreja, mesmo que nada estivesse acontecendo ali. O sino foi, portanto, o sinal e o instrumento por meio do qual Deus o chamou e o conduziu para a Sua casa (Igreja). Era capaz de deixar a refeição sobre a mesa ao ouvir o sino, e obedecia ao som de sua voz. O sino tornou-se promotor vocacional na vida de Dom George Muniz. Desde então, sua vida espiritual ganhou eco com o sino. Pois, assim, nasceu a inspiração do escudo.
02. A heráldica (chapéu com seis galero cada lado, formando os 12 Apóstolos). Originalmente usado pelos cardeais e, mais tarde pelos bispos e outros prelados, o galero representa o estado clerical e o múnus pastoral do bispo na Igreja. Sua presença no brasão recorda que aquele escudo pertence a um pastor ordenado, sucessor dos apóstolos.
03. CHI- RHO - Entre a heráudica e o brasão temos o Chi-Rho significa literalmente “Cristo” e representa a presença e a vitória de Cristo. Teologicamente, é o sinal de que Jesus é o Ungido, o messias, o Senhor – aquele em quem tudo encontrou sentido e plenitude. Ainda possui a simbologia da cruz processional que abre as celebrações litúrgicas, conduzindo o ministro (o novo bispo) em direção ao altar para o Santo culto da Sagrada Eucaristia.
Centralidade do Brasão
04. Cruz: É composta por Peixes, são 48, (4 + 8= 12) dispostos em quatro hastes com 12 em cada uma, representam o Povo de Deus reunido na fé e na comunhão fraterna. O número doze recorda as dozes tribos de Israel e os doze apóstolos, sinal de continuidade entre o antigo e Novo testamento. A cruz é sinal orante da redenção salvífica em Cristo Jesus.
05. SOL: “Cristo é nosso sol de justiça, que ao nascer dissipou as trevas da morte e trouxe à humanidade a luz da vida eterna.” (Santo Ambrosio, Expositio Evangelli secundum Lucam, II,26). Assim, o Sol ao centro do brasão recorda o Mistério Pascal de Cristo, “ Ele que é vencedor”, aquele que vence as trevas com a luz da Ressurreição.
06. As MÃOS: A mão do homem e a do seu criador: é Deus quem toma a iniciativa de criar e se comunicar com o homem, “Deus se acostumou habitar no homem para que o homem se acostumasse habitar em Deus” (Santo Irineu de Lião). Sua mão voltada para baixo expressa o dom da vida que desce do alto, enquanto o de Adão, voltada para cima, manifesta a resposta da criatura ao criador. Como ensina o Catecismo da Igreja católica (n. 2567): “Deus chama incessantemente cada pessoa ao encontro misterioso da oração. (...). É sempre Deus que primeiro nos atrai”. Está em profunda conecção com lema do novo bispo. As mãos do brasão vem da pintura de Michelangelo ao centro da Capela Sistina em Roma, que Dom George Muniz admira profundamente.
Parte inferior do Brasão
07. Parte direita: A estrela presente no brasão pode ser entendida em duplo simbolismo. Primeiro, como a Estrela do Oriente, que guiou os magos até Cristo (cf. Mt 2,2), ela recorda a missão do bispo como guia do povo de Deus, conduzindo-o ao encontro com o Senhor, verdadeira Luz das nações. Segundo, como a estrela do Mar (Stela Maris), título que manifesta a presença materna da Mãe de Deus que acompanha e inspira o ministério episcopal de Dom George Muniz.
08. As águas: Aqui representa as águas do Rio São Francisco, presente no brasão episcopal de Dom George Muniz, simbolizam a vida e a graça que brotam de Deus. Assim como Rio Jordão, o Rio São Francisco – que banha a cidade de Propriá – recorda o mesmo mistério: Deus continua fazendo jorrar suas águas sobre seu povo, purificando, abençoando e dando nova vida a Igreja. Pois, do Rio São Francisco corre a abundância de Peixes de onde o povo do sertão tira sua alimentação.
09. LEMA DE DOM GEORGE MUNIZ: Essas palavras foram retomadas por Cristo na cruz (cf. Lc 23,46), constituindo uma das suas últimas sete palavras, que quando Ele entrega plenamente sua vida ao pai. Assim, o lema é, antes de tudo, Cristológico – indica a entrega total, confiante e amorosa de quem se põe inteiramente nas mãos de Deus.
Esta expressäo è uma oração em que o novo bispo reza religiosamente, todas as noites confiando a vida dele as mãos de Cristo e confiando todos aqueles que recomendam-se as suas orações. Portanto, se trata de uma oração da intimidade e interioridade do bispo.