25º Domingo do Tempo Comum
- pascomdiocesepropr
- 21 de set. de 2025
- 2 min de leitura
COR LITÚRGICA: VERDE

Irmãos e irmãs,
A Palavra de Deus hoje nos provoca a olhar para nossa relação com os bens materiais e para a fidelidade no seguimento de Cristo.
Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia a injustiça contra os pobres. Ele lembra que Deus não é indiferente ao sofrimento dos pequenos, e que toda exploração será julgada. É um alerta para nós: não podemos ser coniventes com sistemas de corrupção, mentira ou desigualdade. A fé verdadeira exige compromisso com a justiça.
Na segunda leitura, São Paulo recomenda que façamos orações por todos, inclusive pelas autoridades. O cristão não vive isolado: participa da vida social, ora pela paz, pela boa condução das responsabilidades públicas. Assim, a fé se torna fermento no mundo.
No Evangelho, Jesus nos apresenta a parábola do administrador infiel. A princípio, causa estranheza ver um homem desonesto ser elogiado. Mas Jesus não aprova sua corrupção; Ele ressalta sua esperteza em tomar decisões rápidas diante de uma situação de crise. É como se dissesse: se os filhos deste mundo se movem com tanta astúcia para garantir interesses passageiros, quanto mais os filhos da luz deveriam se empenhar pelas coisas eternas.
E aqui está o centro do Evangelho: ninguém pode servir a dois senhores. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro. O dinheiro pode ser útil, mas não deve ser absoluto em nossa vida. Ele é um meio, não um fim. Quando colocado no centro, ele escraviza; quando usado com justiça e generosidade, abre portas para a eternidade.
Portanto, somos chamados a viver a fé com coerência:
usar os bens com honestidade;
partilhar com quem precisa;
colocar Deus acima de tudo.
Peçamos ao Senhor a graça de sermos fiéis no pouco e no muito, e que nossa maior riqueza seja sempre a amizade com Ele.
Amém.



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